Formado no campo da psicologia e da neurologia, o cientista
norteamericano Howard Gardner causou forte impacto na área educacional
com sua teoria das inteligências múltiplas, divulgada no início da
década de 1980. Seu interesse pelos processos de aprendizado já estava
presente nos primeiros estudos de pós-graduação, quando pesquisou as
descobertas do suíço Jean Piaget (1896-1980). Por outro lado, a
dedicação à música e às artes, que começou na infância, o levou a supor
que as noções consagradas a respeito das aptidões intelectuais humanas
eram parciais e insuficientes. Até ali, o padrão mais aceito para a avaliação de inteligência eram os
testes de QI, criados nos primeiros anos do século 20 pelo psicólogo
francês Alfred Binet (1857-1911) a pedido do ministro da Educação de seu
país. O QI (quociente de inteligência) media, basicamente, a capacidade
de dominar o raciocínio que hoje se conhece como lógico-matemático, mas
durante muito tempo foi tomado como padrão para aferir se as crianças
correspondiam ao desempenho escolar esperado para a idade delas. "Como o
aprendizado dos símbolos e raciocínios matemáticos envolve maior
dificuldade do que o de palavras, Binet acreditou que seria um bom
parâmetro para destacar alunos mais e menos inteligentes", diz Celso
Antunes, coordenador-geral de ensino do Centro Universitário Sant’ Anna,
em São Paulo. "Mais tarde, Piaget também destacou essa dificuldade e,
dessa forma, cresceu exponencialmente a valorização da inteligência
lógico-matemática."
Fonte: Nova Escola
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
Emilia Ferreiro, a estudiosa que revolucionou a alfabetização
Nenhum nome teve mais influência sobre a educação brasileira nos últimos
30 anos do que o da psicolinguista argentina Emilia Ferreiro. A
divulgação de seus livros no Brasil, a partir de meados dos anos 1980,
causou um grande impacto sobre a concepção que se tinha do processo de
alfabetização, influenciando as próprias normas do governo para a área,
expressas nos Parâmetros Curriculares Nacionais. As obras de Emilia -
Psicogênese da Língua Escrita é a mais importante - não apresentam
nenhum método pedagógico, mas revelam os processos de aprendizado das
crianças, levando a conclusões que puseram em questão os métodos
tradicionais de ensino da leitura e da escrita. "A história da
alfabetização pode ser dividida em antes e depois de Emilia Ferreiro",
diz a educadora Telma Weisz, que foi aluna da psicolinguista.
Emilia Ferreiro se tornou uma espécie de referência para o ensino
brasileiro e seu nome passou a ser ligado ao construtivismo, campo de
estudo inaugurado pelas descobertas a que chegou o biólogo suíço Jean
Piaget (1896-1980) na investigação dos processos de aquisição e
elaboração de conhecimento pela criança - ou seja, de que modo ela
aprende. As pesquisas de Emilia Ferreiro, que estudou e trabalhou com
Piaget, concentram o foco nos mecanismos cognitivos relacionados à
leitura e à escrita. De maneira equivocada, muitos consideram o
construtivismo um método.
Tanto as descobertas de Piaget como as de Emilia levam à conclusão de
que as crianças têm um papel ativo no aprendizado. Elas constroem o
próprio conhecimento - daí a palavra construtivismo. A principal
implicação dessa conclusão para a prática escolar é transferir o foco da
escola - e da alfabetização em particular - do conteúdo ensinado para o
sujeito que aprende, ou seja, o aluno. "Até então, os educadores só se
preocupavam com a aprendizagem quando a criança parecia não aprender",
diz Telma Weisz. "Emilia Ferreiro inverteu essa ótica com resultados
surpreendentes."
Para ler a matéria completa click aqui
Fonte: Nova Escola
Paulo Freire, o mentor da educação para a consciência
Paulo Freire (1921-1997) foi o mais célebre educador brasileiro, com
atuação e reconhecimento internacionais. Conhecido principalmente pelo
método de alfabetização de adultos que leva seu nome, ele desenvolveu um
pensamento pedagógico assumidamente político. Para Freire, o objetivo
maior da educação é conscientizar o aluno. Isso significa, em relação às
parcelas desfavorecidas da sociedade, levá-las a entender sua situação
de oprimidas e agir em favor da própria libertação. O principal livro de
Freire se intitula justamente Pedagogia do Oprimido e os conceitos nele
contidos baseiam boa parte do conjunto de sua obra.
Ao propor uma prática de sala de aula que pudesse desenvolver a
criticidade dos alunos, Freire condenava o ensino oferecido pela ampla
maioria das escolas (isto é, as "escolas burguesas"), que ele qualificou
de educação bancária. Nela, segundo Freire, o professor age como quem
deposita conhecimento num aluno apenas receptivo, dócil. Em outras
palavras, o saber é visto como uma doação dos que se julgam seus
detentores. Trata-se, para Freire, de uma escola alienante, mas não
menos ideologizada do que a que ele propunha para despertar a
consciência dos oprimidos. "Sua tônica fundamentalmente reside em matar
nos educandos a curiosidade, o espírito investigador, a criatividade",
escreveu o educador. Ele dizia que, enquanto a escola conservadora
procura acomodar os alunos ao mundo existente, a educação que defendia
tinha a intenção de inquietá-los.
Para ler matéria completa click aqui
Fonte: Nova Escola
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
A Influência da Televisão Sobre as Crianças
Sabemos que as crianças gostam de assistir televisão durante muito tempo, mas será que isso é bom para ela? No site e-familynet, você vai saber o que esse excesso pode custar:
Assistir televisão é um dos passatempos mais importantes na vida de crianças e adolescentes.
Praticamente em todos os lares, seja qual for o nível social, o televisor está presente substituindo muitas vezes a presença materna, a babá eletrônica acessível à todos.
Segundo várias pesquisas, ao terminar o Ensino Médio, os adolescentes passaram mais tempo frente à televisão que em sala de aula.
Não há discordâncias quanto ao fato de que a televisão pode entreter, informar e acompanhar as crianças, pode também exercer influências indesejáveis.
O tempo passado frente à televisão é subtraído de muitas atividades importantes, tais como a leitura, os trabalhos da escola, os jogos, a interação com a família e o desenvolvimento social.
Na relação televisor – crianças, também existe aprendizagem. Mas a pergunta que se coloca é que tipo de aprendizagem? Na maioria das vezes, pode-se aprender coisas que são inapropriadas ou incorretas, pois, principalmente entre as crianças, ocorre a não diferenciação entre a fantasia apresentada na televisão e a
realidade.
realidade.
Os problemas não são apenas detectados somente nos programas vistos, pois, encontram-se sob a influência de centenas de anúncios comerciais, muitos dos quais induzem a hábitos de alimentação nada saudáveis, estimulam o consumismo, difundem estilos de vida que associam a posse de bens supérfluos como fatores de sucesso, alegria e bem estar.
As crianças que permanecem mais tempo assistindo televisão correm um risco muito maior de :
- fazer menos exercícios;
- ler muito menos;
- aumentar de peso;
- apresentar pior desempenho escolar
- ler muito menos;
- aumentar de peso;
- apresentar pior desempenho escolar
A violência, a sexualidade, os estereótipos de raça e gênero e o abuso de drogas e álcool são temas comuns nos programas televisivos. Crianças e jovens impressionáveis podem assumir que aquilo que se vê na televisão é normal, seguro e aceitável. Por consequência a televisão expõe as crianças a tipos de comportamentos e atitudes que podem ser difíceis de serem compreendidos, analisados, elaborados e filtrados.
Os pais podem ajudar seus filhos a terem experiências mais positivas com a televisão, pois podem:
- assistir aos programas com os filhos, aproveitando ocasiões propícias para discutir o conteúdo do que é visto, bem como daquilo que é veiculado em comerciais;
- escolher os programas adequados para o nível de desenvolvimento da criança;
- limitar o tempo que é passado frente à televisão;
desligar a televisão quando os programas parecerem inadequados a seus filhos;
- estabelecer que o horário de estudo é para ser dedicado a aprendizagem, não permitindo a realização de tarefas escolares com a televisão ligada;
- escolher os programas adequados para o nível de desenvolvimento da criança;
- limitar o tempo que é passado frente à televisão;
desligar a televisão quando os programas parecerem inadequados a seus filhos;
- estabelecer que o horário de estudo é para ser dedicado a aprendizagem, não permitindo a realização de tarefas escolares com a televisão ligada;
A hora das refeições deve ser um momento de conversa entre os familiares, que muitas vezes tem pouquíssimas ocasiões para se encontrarem e para comer enquanto se assiste televisão.
Com uma orientação apropriada seus filhos podem aprender a usar a televisão de uma maneira saudável e positiva:
- estimular discussões com eles quando estão assistindo juntos a um programa;
- evidenciar comportamentos positivos como a cooperação, a amizade e o interesse pelos outros;
- fazer conexões com a histórias, livros, lugares de interesses e eventos pessoais;
- conversar com eles sobre seus valores pessoais e familiares e como se relacionam com o que está sendo visto no programa, comparando o que estão vendo com eventos reais;
- deixe-os saber as verdadeiras consequências da violência;
- discutir sobre o papel da publicidade e sua influência no que se compra.
- evidenciar comportamentos positivos como a cooperação, a amizade e o interesse pelos outros;
- fazer conexões com a histórias, livros, lugares de interesses e eventos pessoais;
- conversar com eles sobre seus valores pessoais e familiares e como se relacionam com o que está sendo visto no programa, comparando o que estão vendo com eventos reais;
- deixe-os saber as verdadeiras consequências da violência;
- discutir sobre o papel da publicidade e sua influência no que se compra.
Equilibrar e discutir os conteúdos assimilados pela televisão pode contribuir para um desenvolvimento saudável da criança?
Abraços,
Fonte:
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
Fique atenta aos perigos da Internet
As novas gerações se utilizam cada vez mais da tecnologia para se relacionar. A educação em casa deve incluir esse assunto!
A internet é uma excelente ferramenta tecnológica, mas, se for usada incorretamente por uma criança ou adolescente, ela traz perigos que às vezes nem um adulto pode prever. Portanto, explique ao seu filho o que é certo (ou errado) fazer para que ele não crie problemas futuros.
Além da chance de conhecer pessoas de má índole, crianças e jovens podem aprender a mentir para conseguir o que querem, o que não é nada saudável para a formação de um adulto. Confira as 10 lições do especialista em eletrônica pela USP Alexandre Hashimoto para que ninguém erre.
- Revelar dados pessoais, como telefone e endereço residencial ou da escola, assim como o horário que estuda
- Dar informações sobre a família sem a permissão de um adulto
- Adicionar pessoas que não conhece nas redes sociais
- Não proteger o computador e deixá-lo sem configurações de segurança
- Fingir ser uma pessoa que não é, mudar de identidade
- Curtir ou compartilhar qualquer publicação na rede social
- Marcar encontro sem avisar os pais ou ir sozinho
- Na dúvida se deve publicar algo sobre outra pessoa, ele acaba publicando!
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